The big C

No finzinho de 2016, descobri um caroço abaixo da minha orelha. Com aquela correria de fim de ano na loja, fui rapidamente numa médica que solicitou um ultrassom da região submandibular e glândulas salivares e pediu que eu levasse esse exame num especialista de Cabeça e Pescoço.

Em 2017, lá vou eu com meu exame no Dr. Celso que prontamente solicita uma punção para saber se é um tumor ou apenas uma parótida preguiçosa. E aí você pergunta: O que é uma parótida ?

As glândulas parótidas são as maiores glândulas salivares de nosso corpo. São duas e estão localizadas na região do pescoço, logo abaixo e à frente de cada orelha. A tradução de seu nome, seria exatamente “ao lado do ouvido”.

Quando peguei o resultado da punção, eu meio que já reclamava de um desvio em meu sorriso. Como se meu lábio inferior esquerdo não mexesse.  Levei ao Dr. Celso, expliquei o que estava acontecendo e o resultado se confirmou: no exame, deu negativo para câncer mas, segundo ele, tumor benigno não causa desvio de rima (desvio labial) e marquei a cirurgia para dali 2 semanas. Já estava certo que eu tinha um câncer, mas não sabíamos qual tipo.

Meu mundo caiu. No fundo, NINGUÉM está preparado para ouvir de seu médico que você tem um câncer. Quando saí do consultório e entrei no carro, desabei a chorar. Recebi todo o carinho e apoio de meu marido, minha família e no trabalho também.

Uma semana depois da cirurgia, voltei no consultório dele e saí de lá com instruções de quais médicos procurar e uma fonoaudióloga para me ajudar com a paralisia facial. Tiramos o curativo e fiquei apenas com um micropore cobrindo o corte.

Neste dia, tinha um compromisso importantíssimo e não iria perder por nada neste mundo: a formatura do Sérgio na faculdade. Iria mesmo se tivesse um dreno pendurado, com um curativo imenso cobrindo meu rosto…

Cosplay do Exterminador do Futuro

E essa sou eu, uma semana após a cirurgia. Meu olho esquerdo não fechava (usava colírio e pomada para deixá-lo úmido e fechava com um micropore para dormir), meu lábio não mexia… Para uma pessoa que nunca na vida se achou bonita, me olhar no espelho e me ver assim não foi fácil. Me achava um monstro e pensava que nunca iria voltar ao normal.

Me afastei do trabalho para fazer o meu tratamento (assunto para o próximo post). Estava emocionalmente e psicologicamente abalada, mas no fundo só queria mesmo era sair dessa.

No próximo post, vou contar sobre meu tratamento, qual a espécie de câncer que tenho…

Beijos

3 comentários sobre “The big C

  1. Eduardo Fidelis disse:

    Falar que eu te admiro e dizer te eu torço por você nessa sua batalha chega ser uma redundância. Dê, ou mais intimamente, DENAISE você é o tipo de pessoa que eu gosto de graça. Você é um dos presentes raros que a minha experiência na Saraiva me deu e foi um prazer enooorme trabalhar com você. Lembro de tanta coisa boa entre a gente, tanta conversa gostosa. O meu primeiro Temaki que eu comi na vida foi com você. Lembra? Obrigado por ser essa pessoa maravilhosa e com uma energia boa como a sua.

    Do seu amigo,
    Eduardo

  2. Carolina Toledo disse:

    Você é corajosa por dividir um pedacinho da sua vida e uma inspiração e sinônimo de vitória.
    Vivo um problema de saúde com a minha filha e sei o quanto essa batalha diária é árdua.
    Parabéns por nunca desistir e se por otimista sempre!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *